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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Lição do Oriente


Nós que vivemos no Ocidente, nos surpreendemos com o comportamento do povo japonês, ante os desastres do tsunami, do terremoto e do vazamento dos reatores atômicos.

Nas imagens televisivas, nenhuma mostrou gente se lamentando, gritando e reclamando que havia perdido tudo. A tristeza por si só já bastava.

E nas filas para água e comida, nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo. Somente disciplina.

Nenhuma corrida desenfreada aos mercados. As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa.

Não se teve notícias de saques a lojas. Nas estradas, nada de buzinaço. Apenas compreensão.

Os restaurantes cortaram pela metade seus preços. Caixas eletrônicos foram deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos.

Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes fora ensinado.

Quando a energia acabava em uma loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saíam calmamente.

Mas, com certeza, um dos relatos mais impressionantes é o de um imigrante vietnamita. Como policial, foi enviado para uma escola infantil para ajudar uma organização de caridade a distribuir comida aos refugiados.

Era uma fila muito longa. Ele viu, no final da fila, um garotinho de uns nove anos usando apenas camiseta e shorts.

Estava ficando muito frio e o policial ficou preocupado que, ao chegar a vez do menino, poderia não haver mais comida.

Foi falar com ele. O menino lhe disse que estava na escola quando a tragédia ocorrera.

Seu pai trabalhava perto e estava se dirigindo para a escola. O garoto estava no terraço do terceiro andar quando viu o tsunami levar o carro do seu pai.

Quanto a sua mãe e sua irmã, por residirem próximos a praia, acreditava que não haviam sobrevivido.

O garoto tremia. O policial tirou sua jaqueta e o envolveu, abrigando-o.

Também lhe ofereceu a própria bolsa de comida, dizendo: Quando chegar a sua vez, a comida pode ter acabado. Assim, aqui está a minha porção. Eu já comi. Você pode comer.

Ele pegou a bolsa e fez uma reverência. Depois, foi com ela até o início da fila e colocou-a onde toda a comida estava esperando para ser distribuída.

O policial ficou chocado. Perguntou por que ele não havia comido, em vez de colocar a comida para distribuição.

Sereno, ele respondeu: Porque vejo pessoas com mais fome do que eu. Se eu colocar a comida lá, eles irão distribuir a comida mais igualmente.

Quando ouviu aquilo, o policial se virou para que as pessoas não o vissem chorar.

E concluiu que uma sociedade que pode produzir uma pessoa de nove anos, que compreende o conceito de sacrifício para o bem maior, deve ser uma grande sociedade, um grande povo.

* * *

Sociedade justa é aquela em que cada um queira para os outros o que para si mesmo deseja.

Quando os homens assim pensarmos e agirmos, teremos atingido a verdadeira justiça social, pois, a exemplo de Jesus, estaremos praticando o amor ao próximo e a caridade.


Redação do Momento Espírita, com base em relato assinado por Ha Minh Thanh,
que circula pela Internet e nos itens 876 e 879 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 29.08.2011.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Carroça vazia


Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.

Ele sentou numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:
- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo, é uma carroça vazia ...
- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora, é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. - Quanto mais vazia a carroça
, maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grosseria inoportuna, prepotente, arrogante com os "subalternos" e querendo demonstrar que é dona da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz...

Autor desconhecido.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Solitários e solidários



Ouvimos, certa feita, da oratória firme e inspirada de Divaldo Pereira Franco, a seguinte expressão: Quem é solidário nunca será solitário.

O jogo de palavras revela uma verdade incontestável: a de que o vazio escuro da solidão só pode ser preenchido com as luzes claras da caridade.

Quem doa e se doa tem sempre o coração preenchido, e mais dificilmente cai nas teias confusas da solidão e da depressão.

O sentimento de estar sendo útil, seja a alguém, seja a uma causa, seja à sociedade, causa em nossa intimidade uma pacificação instantânea, um prazer espiritual que nos completa.

Os solidários dificilmente têm tempo ou espaço mental para o negativismo, para os pensamentos pessimistas, pois estão ativos, sempre ocupados com causas nobres e elevadas.

Os solitários, ao contrário, perdem-se nas monoideias tristes, nos questionamentos infindáveis, na melancolia doentia.

Desta forma, abrem espaço para a instalação dos conflitos existenciais graves, das distonias, das psicopatologias.

Não nos referimos aqui, de forma alguma, aos momentos de solitude, muito necessários e importantes na vida, mas a esse sentimento negativo, que nos carrega para longe a vontade de viver.

Diz-nos Joanna de Ângelis: A neurose da solidão é doença contemporânea, que ameaça o homem distraído pela conquista dos valores de pequena monta, porque transitórios.

Acrescenta ainda a veneranda amiga, que a vida adquiriria cor e utilidade, se trabalhássemos em favor dos enfermos e idosos, das crianças em abandono e dos animais.

Ganharíamos coragem e motivação para nos enfrentar, para romper os obstáculos que ainda nos fazem tão infelizes.

O homem solitário, todo aquele que se diz em solidão,  exceto nos casos patológicos, é alguém que se receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se, assim ocultando a sua identidade na aparência de infeliz, de incompreendido e abandonado.

A velha conceituação de que todo aquele que tem amigos não passa necessidades, constitui uma forma desonesta de estimar, ocultando o utilitarismo sub-reptício.

É o prazer da afeição em si mesma que deve ser a meta a alcançar-se no inter-relacionamento humano, com vista à satisfação de amar.

O medo da solidão, portanto, deve ceder lugar à confiança nos próprios valores, mesmo que de pequenos conteúdos, porém significativos para quem os possui.

Jesus, o psicoterapeuta excelente, ao sugerir o "amor ao próximo como a si mesmo" após o "amor a Deus" como a mais importante conquista do homem, conclama-o a amar-se, a valorizar-se, a conhecer-se.

Isso o faz plenificar-se com o que é e tem, multiplicando esses recursos em implementos de vida eterna, em saudável companheirismo, sem a preocupação de receber resposta equivalente.

O homem solidário jamais se encontra solitário.

O egoísta, em contrapartida, nunca está solícito, por isto, sempre atormentado.

A fé no futuro, a luta por conseguir a paz íntima - eis os recursos mais valiosos para vencer-se a solidão, saindo do arcabouço egoísta e ambicioso para a realização edificante onde quer que se esteja.


Redação do Momento Espírita com base no cap. Solidão, da obra O homem integral, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Em 08.02.2011.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pensamento Zen-Budista

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo  d'água e bebesse.

Qual é o gosto? - perguntou o Mestre. 
Ruim - disse o aprendiz. 

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. 

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. 

Então o velho disse: 
- Beba um pouco dessa água. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre e perguntou: 
- Qual é o gosto?' 
- Bom! disse o rapaz. 
- Você sente o gosto do sal? perguntou o Mestre. 
- Não disse o jovem. 

O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse: 
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. 

Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que  está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. 
Em outras palavras: 
É deixar de Ser copo para tornar-se um Lago. 

(Pensamento Zen-Budista) 

* Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos. 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Como alcançar a felicidade



Para começarmos, podemos dividir todo tipo de felicidade e sofrimento em duas categorias principais: mental e física. Das duas, é a mente que exerce a maior influência em muitos de nós. A menos que estejamos gravemente doentes, ou privados de nossas necessidades básicas, a condição física representa um papel secundário na vida. 

Se o corpo está satisfeito, praticamente o ignoramos. A mente, entretanto, registra cada evento, por mais pequeno que seja. Por isso, deveríamos devotar nossos mais sérios esforços à produção da paz mental. 

A partir de minha própria limitada experiência, descobri que o mais alto grau de tranqüilidade interior vem do  desenvolvimento do amor e da compaixão. 

Quanto mais nos ocuparmos com a felicidade alheia, maior se tornará nossa sensação de bem-estar. O cultivo de sentimentos amorosos, calorosos e próximos para com os outros automaticamente descansa a mente. Isto ajuda a remover quaisquer temores ou inseguranças que possamos ter e, nos dá força para enfrentarmos quaisquer obstáculos que encontramos. É a principal fonte de sucesso na vida. 

Enquanto vivemos neste mundo estamos destinados a encontrar problemas. Se, nessas ocasiões, perdemos a esperança e nos desencorajamos, diminuímos nossa habilidade de encarar as dificuldades. 

Se, por outro lado, nos lembramos que não se trata apenas de nós, mas, que todos têm de passar por sofrimento, esta perspectiva mais realista aumentará nossa capacidade e determinação para sobrepujarmos os problemas. Na verdade, com essa atitude, cada novo obstáculo pode ser encarado como sendo mais uma valiosa oportunidade de aprimorar nossa mente! Desse modo, podemos gradualmente nos esforçar para nos tornarmos mais compassivos, ou seja, podemos desenvolver tanto a genuína empatia pelo sofrimento dos outros, quanto a vontade de ajudar a remover sua dor. Como resultado, crescerão nossas próprias serenidade e força interior.


Dalai Lama

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Homem que não se irritava...



Em uma cidade interiorana havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém. Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas. Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido. Para testá-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar. Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender à mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada, foi servida uma saborosa sopa, que o homem gostava muito. A garçonete chegou próxima a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou o seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa. Mas ela serviu todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para outra mesa. Ele esperou calmamente e em silêncio que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, ele levou o seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o. Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma, como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha. Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos observavam discretamente, para ver a sua reação. Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse:
- O que o senhor deseja?
Ao que ele respondeu, naturalmente:
- A senhora não me serviu a sopa.
Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o:
- Servi, sim senhor!
Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo, e ficou pensativo por alguns segundos. Todos pensaram que ele iria brigar. Suspense e silêncio total. Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranquilamente:
- A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!
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MORAL DA ESTÓRIA:
Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irritação e impensadamente. Ao protagonista da nossa singela estória, não importava quem estava com a razão, e sim evitar as discussões desgastantes e improdutivas. Quem age assim sai ganhando sempre, pois não se desgasta com emoções que podem provocar sérios problemas de saúde ou acabar em desgraça. Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas tão sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discussão. Isso porque algumas pessoas têm a tola pretensão de não levar desaforo para casa, mas acabam levando para a prisão, para o hospital ou para o cemitério. Por isso, a importância de aprender a arte de não se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma saída inteligente como fez o homem no restaurante.

"NÃO TE APRESSES EM IRAR-TE, POIS A IRA SE ABRIGA NO ÍNTIMO DOS INSENSATOS".


Ps:Autor desconhecido,recebido na data de hoje via e-mail de minha tia querida M.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Caminhão de Lixo



* Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.


O taxista pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!


O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.


Indignado lhe perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!'
Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de "A Lei do Caminhão de Lixo."


Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!


Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, EM CASA, ou nas ruas. Fique tranquilo... respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR.


O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustações.


Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.
A vida, dez por cento é o que você faz dela e noventa por cento, a maneira como você a recebe!


Tenha um bom dia, mas livre de lixo!



Ps:Desconheço a autoria,recebí essa mensagem de meu amigo João Araújo na data de hoje.